Prefeitura ameaça cortar
o transporte escolar

O prefeito de Valença, Cláudio Queiroz (PP) não aceitou o convênio com o Governo Estadual para o repasse de R$ 92 mil por ano, como parte do pagamento do transporte escolar do ensino médio. Segundo ele, a despesa com o transporte escolar estaria em torno de R$ 125 mil por mês e avisou que só negocia mediante a revisão dos valores para R$ 650 mil por ano. Com o impasse instalado no município, o prefeito divulgou em panfletos e carro de som, que a partir de setembro a Prefeitura não mais assumirá o pagamento do transporte escolar.
Na opinião da diretora da Direc-05, Flordolina Angélica, a questão não está em apontar culpados, mais sim em encontrar soluções, porque quem não pode ficar prejudicado é o aluno, que precisa do transporte como serviço essencial para exercer o direito ao estudo, sugeriu a dirigente da rede estadual no Baixo Sul. “E caso o prefeito de Valença venha a suspender o transporte escolar a partir de setembro, ele estará excluindo centenas de jovens e adultos do conceito de cidadania, pois estará discriminando cidadãos, como não pertencentes ao município”, desabafou a diretora da Direc-05.
Em entrevista concedida em emissora local, o diretor administrativo e financeiro da Secretaria Estadual da Educação, Edenilton Marculino, afirmou que o Estado só dispõe dessa verba, por questões orçamentárias, e que a Prefeitura tem que honrar a metade do pagamento nesta questão do transporte escolar. “Afinal de contas, temos que entender que os alunos são de Valença, e o transporte aos estudantes é um serviço essencial”, alfirmou Marculino.

 

Jornal Agora | Ricardo Lemos

   
 

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