Estudo do Instituto de Governo Eletrônico (iGov) e do Movimento Nossa São Paulo apresentado nesta sexta-feira (4) revela que 38,5% das prefeituras paulistas não têm site oficial na internet 

De acordo com o estudo, a presença do governo municipal na rede e a oferta de serviços e informações por esse meio de comunicação são fundamentais para democratizar a relação com os cidadãos.

No estado de São Paulo, 414 das 645 cidades paulistas integram a rede mundial de computadores em caráter oficial. Outras 198 têm sites alternativos e 33 não estão na internet. 

No estudo de 74 páginas, apresentado presidente do iGov, Norberto Torres, o nível médio de 'web-gov' é muito baixo e isso, segundo ele, compromete a democracia na relação com os contribuintes.

O estudo usa 424 variáveis para medir o Índice Geral de Qualidade do Website. Apenas São Paulo e São Carlos conseguiram atingir nota 3, próxima do mínimo recomendável (4). Somente nove municípios conseguiram média maior do que 2 em uma escala de 0 a 10.

'E-democracia'
Os especialistas também mediram o grau de 'e-democracia' nas cidades paulistas. Só três cidades tiveram nota maior que 3 e apenas São Paulo ficou acima da nota 4, que indica acesso dos cidadãos a informações, conteúdos, ações e decisões do governo.

Nenhum dos municípios paulistas atingiu a nota 7, que indica que a sociedade é ouvida pelo governo por meio da internet através do uso de enquetes e pesquisas eletrônicas.

A nota 10 na mesma escala significa o ideal, para o pesquisador: a divisão de decisões entre cidadãos e governo por meio da internet. Sites de grandes cidades municipais e até de pequenas comunidades da Inglaterra já atingiram esse nível, de acordo com Torres.

"Websites internacionais avançaram muito nos últimos dois anos. Houve ampliação muito grande de serviços digitais", afirmou. Nestas cidades, cidadãos já conseguem matricular os filhos e  acompanhar suas notas pela internet, além de acessar pelo menos outros 300 tipos de serviços.

De acordo com o estudo, a maioria dos sites das prefeituras paulistas tem mais preocupação com visual, conteúdos e informações do que com prestação de serviços.