Lula pede pressa a governadores
e prefeitos nas obras do PAC

 

Ao participar nesta quinta-feira, em Salvador, da cerimônia de assinatura de acordos entre os governos federal, da Bahia e prefeituras para realização de obras de saneamento e urbanização em 21 municípios no Estado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a ressaltar a importância do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em áreas estratégicas do país e para estimular o desenvolvimento.

O presidente pediu pressa aos prefeitos e governadores dos Estados onde o PAC já foi lançado, no início das obras de saneamento.

Lula disse que o governo, neste primeiro momento, quer destinar recursos para as áreas de saneamento básico, porque no país, historicamente, os administradores "nunca" gostaram de investir neste setor.

"Saneamento não é uma obra que as pessoas gostam de fazer, porque quando você enterra um cano, ele fica debaixo da terra, e aí você não tem como colocar nome de um parente para homenagear como você faz uma ponte. De 1998 a 2001, não se investiu praticamente nada em saneamento básico no Brasil", afirmou.

Para as obras no Estado da Bahia, o governo federal anunciou nesta quinta-feira R$ 1,36 bilhão, sendo R$ 1,2 bilhão do governo federal e R$ 163,6 milhões de contrapartidas do Estado e dos municípios.

O presidente rebateu críticas da oposição quanto ao critério de distribuição de recursos do PAC. Afirmou que a liberação dos recursos não foi político-partidário ou político religioso. "O critério que nós escolhemos é que os mais graves problemas sociais deste país estão nas grandes cidades brasileiras, sobretudo nas regiões metropolitanas", disse.

Assim como fez no Recife, o presidente também criticou alguns movimentos grevistas da Bahia e disse que a greve não deve perder a "racionalidade".

O presidente aproveitou deixar um recado ao governador da Bahia, o petista Jaques Wagner: "Não abaixe a cabeça. Levante a cabeça e lute porque o jogo é duro. A política do Brasil é dura. Aqueles que perdem, querem se vingar o tempo inteiro daqueles que ganharam. Só que eles não sabem que eu já estou calejado para enfrentar isso. Essas costas aqui têm muita chibatada", afirmou.

O PAC na área de saneamento vai atender 700 mil famílias na Bahia. Estão previstas obras de ampliação dos sistemas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário da região metropolitana de Salvador, despoluição da Baia de Todos os Santos, com recuperação de mananciais; erradicação de palafitas, remoção de moradias em áreas de risco e revitalização do rio São Francisco.

 

Folha Online | Redação

   
 

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