O volume de recursos para a formação do Fundo Soberano ainda  não está definido, segundo informou hoje (29) o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo. Ele também disse, ao chegar para a reunião ordinária do Conselho Monetário Nacional no Ministério da Fazenda, que por enquanto não está prevista nenhuma mudança no percentual do superávit primário, de 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma das riquezas produzidas no país) para destinar recursos ao fundo.

"Os detalhes de como vai funcionar e os mecanismos de captação de recursos ainda vamos discutir", disse. Paulo Bernardo não informou se o prazo anunciado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, de envio da proposta à Casa Civil para análise jurídica estaria comprometido, já que a equipe econômica pretende agora fazer novos estudos sobre o fundo.

Sobre as críticas da economista Maria da Conceição Tavares à criação do fundo, Paulo Bernardo disse que respeita a opinião dela, mas é preciso estudar melhor a proposta do ministro da Fazenda.

"Quando a Conceição fala, a gente fica em posição de sentido. Vamos olhar a proposta do ministro Guido Mantega e discutir com ele. Ele vai dar a última palavra", disse.

Paulo Bernardo reafirmou que a idéia do fundo é do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é quem vai dar a última palavra.

"O que o presidente pediu é um volume de recursos que possibilite ao governo financiar atividades de nossas empresas no exterior. Fazer exportações de serviços, prestação de serviços e incorporação de ativos. A forma de fazer isso nós vamos discutir".

Diante da insistência dos jornalistas, o ministro afirmou bem-humorado: "Eu não vi aqui para esclarecer, vim para confundir vocês, como diria o Tim Maia". 

O ministro não quis comentar sobre a proposta de criação do Contribuição Social para Saúde (CSS), por não conhecer a proposta em detalhes