Wagner é contra criação de cidades

 

O posicionamento do governador Jaques Wagner, claramente contrário às emancipações de distritos da Bahia, tornada pública, ontem, no Programa Balanço Geral da TV Itapoan, foi uma ducha fria para grande parte dos deputados da Assembléia Legislativa, inclusive inúmeros do PT como os líderes da bancada governista, Waldenor Pereira, e do partido, Zé das Virgens, que apóiam a criação de novos municípios. Mas nem os parlamentares nem os integrantes do Movimento Baiano Interdistrital de Emancipação pensam em desistir e continuam defendendo as “vantagens” do desmembramento de pequenas localidades, apesar da criação de novas despesas atreladas ao surgimento de máquinas municipais (prefeituras e câmaras de vereadores).

“Muitos moradores desses distritos clamam pelo fim da tutela do município matriz, pois nas localidades distantes da sede faltam vias de comunicação, atendimento de saúde adequada e educação decente”, disse Carlos Alibert Melo Araújo, presidente do Movimento Baiano Interdistrital de Emancipação. Ele contesta os principais argumentos dos opositores das emancipações, de que o processo aumenta despesas públicas e enfraquece o município doador das terras.

“Os recursos do Fundo de Participação dos Municípios são os mesmos para os atuais 5.655 municípios brasileiros ou se criarem mais cidades. Claro que haverá uma divisão maior, mas o FPM não aumentará”, ponderou, acrescentando que os municípios antigos que perderem os distritos também deixarão de ter as despesas com essas localidades.

Jornal A Tarde | Biaggio Talento

 
 

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