Os partidos que integram a chamada frente de esquerda – PT, PCdoB, PV e PSB – vão anunciar até a próxima terça-feira a chapa que vai disputar a próxima eleição municipal de Salvador. Ontem à noite, na Governadoria, o governador Jaques Wagner (PT) fez um apelo para que a presidente estadual do PSB, deputada federal Lídice da Mata, pré-candidata à prefeitura, aceitasse ser vice na chapa encabeçada pelo deputado federal Walter Pinheiro (PT), que também vai disputar o Palácio Thomé de Souza.
Até o fechamento desta edição, às 23h45, uma fonte do PSB dava garantias de que a deputada aceitaria o apelo do governador “devido à importância que ela teria no processo para alavancar a candidatura das esquerdas, já que a parlamentar desponta nas pesquisas de intenção de voto com cerca de 10%”.
A presidente da executiva municipal do PT, vereadora Vânia Galvão, chegou a anunciar também na noite de ontem que os partidos iriam revelar hoje os nomes que comporão a chapa, durante uma reunião que será realizada às 9h, na sede do PCdoB, nos Barris. No entanto, há mais um entrave a ser dirimido: os comunistas insistem em manter a vereadora Olívia Santana como vice na chapa petista. Eles pediram o prazo até terça para definir o que fazer no processo.
Cautela - Segundo o presidente estadual do PCdoB, Péricles de Souza, o momento é de cautela. “Não dá para tomarmos essa decisão amanhã (hoje). Vamos nos reunir no sábado e na terça. Estamos ainda discutindo os critérios, como capacidade de agregação política, capacidade de crescimento nas pesquisas qualitativas e quantitativas. Mas, apesar de tudo, temos a convicção de que todos atuarão na busca pelo consenso”.
Após o encontro com o governador, os integrantes do PSB passaram a ter uma responsabilidade ainda maior no processo. “Caso isso tudo venha a ser confirmado, passamos a ser parceiros mais fortes junto ao governo. Há um entendimento de que a candidatura dela é a mais consistente das esquerdas. Por outro lado, entendemos que vamos ter dificuldade de manter a candidatura própria. Até porque, durante a campanha, nos esbarraremos em problemas, seja financeiros ou com o tempo de tevê, já que dispomos de apenas um minuto e 35 segundos”, completou a fonte socialista.