Salvador é a quinta cidade
em consumo no país

 

Estimativa é que mais de R$32,2 bilhões devem ser gastos este ano na capital baiana, que saltou da sétima posição

 

Salvador já é a quinta maior cidade em potencial nacional de consumo, com expectativa de gastos de aproximadamente R$32,3 bilhões em 2008. O volume responde por 1,85% de todo o montante previsto para o país, de R$1,74 trilhão. Segundo o levantamento Brasil em Foco – IPC Target 2008, divulgado pela consultoria Target Marketing, nos últimos sete anos a capital baiana passou da sétima para a quinta posição no Índice de potencial de consumo (IPC), ultrapassando Curitiba e Porto Alegre, que caíram para 6ª e 8ª posições, respectivamente. A cidade acompanha o ritmo da região Nordeste, que saltou do terceiro para o segundo lugar, com 18,2%, passando a região Sul.

“O cenário está se modificando em todo o Nordeste, e parte da baixa renda está vindo para o centro da pirâmide, por conta da maior oferta de emprego, que resulta em geração de renda e maior potencial de consumo”, avalia o diretor da Target Marketing e coordenador da pesquisa, Marcos Pazzini. O consumo estimado para este ano na capital baiana é 35% maior que o contabilizado em 2007.

Para o presidente do Sindicatos dos Lojistas do Comércio do Estado da Bahia (Sindilojas), Paulo Motta, o cenário de alta no consumo dos baianos já era esperado, diante do contínuo crescimento no ganho real do trabalhador. “Prova disso é que até o salário mínimo está cada vez mais próximo dos pisos salariais. Isso significa mais recursos na mão do trabalhador, irrigando a economia”, comenta o dirigente, acrescentando que a ampla oferta de crédito no mercado também vem sendo determinante para a expansão do consumo. 

A pesquisa mostra que o público B deterá a fatia de 47,5% do total do consumo previsto para Salvador, enquanto a C gastará 26,5%. No topo da pirâmide social, a classe A será responsável por 19,9% de todo o consumo, a D 5,9%, e a E 0,3%.

Os itens básicos de maior consumo na renda dos soteropolitanos são a manutenção do lar (aluguéis, impostos e taxas, luz, água, gás), com estimativa de R$7,1 bilhões, e a alimentação no domicílio (R$5,2 bilhões). Na relação estão também alimentação fora do domicílio, vestuário, transportes urbanos, gastos com veículo próprio, higiene e cuidados pessoais, gastos com medicamentos e outras despesas com saúde, entre outros.

 

Correio da Bahia | Redação

   
 

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